terça-feira, 23 de agosto de 2011

FESTA PRETA















No clube cultural Chove Não Molha(Beijamim 2118), dia 26(essa sexta), entrada 3 pila!!!Vamos voltar com as festas baratas em Pelotas!!!!
Primeira festa preta da cidade!!!

Agosto Negro - 23/08: Matéria feita pelo Diário Popular - Pelotas

Agosto Negro coloca em debate os direitos dos negros

Foto: Divulgação

Agosto negro propõe atividades que debatem o racismo e a desigualdade de direitos entre as raças




Pare um pouco e reflita. Mais de um século após a abolição da escravatura no Brasil e 17 anos desde o fim do Apartheid na África do Sul, o negro conseguiu igualdade social? E em Pelotas, como é este tratamento? Por que os negros ainda seguem, em maioria, à margem da sociedade? Estes e outros questionamentos estão em debate na Princesa do Sul desde o dia 14 através do movimento chamado Agosto Negro.

O Agosto Negro surgiu na década de 70 nos Estados Unidos com o objetivo de durante um mês levar as pessoas a uma reflexão acerca da discriminação e da desigualdade de direitos entre negros e brancos. Na época o mundo era espectador do regime de segregação social intitulado Apartheid que surgiu na África do Sul e separava as pessoas de acordo com a raça. Nesta divisão, os negros eram tratados como seres inferiores.

Leia a matéria completa sobre o movimento Agosto Negro, sua história e proposta, na edição impressa do Diário Popular desta terça-feira (23).

Programação
Terça-feira (23)
17h Cine Debate: Panteras negras (de Mario Van Peebles, EUA, 1995) na Casa 171*

Quarta-feira (24)
14h Oficina de violão na Casa 171

Quinta-feira (25)
17h Cine Debate: Good hair (de Chris Rock, EUA, 2009) na Casa 171.

Sexta-feira (26)
14h30min Programa Som do tempo na Rádio Com 104.5 FM ou no site do programa
18h30min Cinema na Rua - Exibição de curtas-metragem na rua Conde de Porto Alegre esquina Alberto Rosa.
23h Festa no Clube Cultural Chove Não Molha (na rua Benjamin Constant, 2.118)

Sábado (27)
13h Oficina de cozinha baiana, na Casa 171
18h Ciclos de Cinema 171: “Todo poder ao povo”

Domingo (28)
21h Programa Subversão na Rádio Com, 104.5 FM

Segunda-feira (29)

18h Oficina de serigrafia na Casa 171

Terça-feira (30)

15h Oficina de estêncil e faixas na Casa 171

Quarta-feira (31)
Muro da UFPel, no Campus Anglo (rua Gomes Carneiro, 1)
*A casa 171 fica na rua 15 de Novembro, número 171.

Por: Mônica Jorge

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

22/08 - Agosto Negro: Troca de horários do Cine-Debate (16h)

Por questões de disponibilidade do data-show, propomos os encontros pros cine-debate Agosto Negro uma hora mais cedo, as 16:00 h, na sala 134, no ICH (Alberto Rosa, 154).

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Agosto Negro-Ciclo de Debates






O primeiro dia de debates foi bom, discutimos sobre a questão dos 200 anos de Pelotas e a questão negra,tratando sobre alguns aspectos da escravidão na região de Pelotas, ligada fortemente com a escravidão negra nas charqueadas e também sobre alguns aspectos da questão do racismo, preconceitos e sesu desdobramentos com a Prof Beatriz Loner e o Prof.Fábio Gonçalves.

George Jackson

George Jackson nasceu em Chicago, Illinois, em 23 de setembro de 1941.Para muitos, ele é ainda desconhecido, mas para o imperialismo ianque ele era um perigo iminente. Por isso, George Jackson passou mais de uma década detido, sendo os sete últimos anos em completo isolamento, em quatro diferentes cárceres, sustentando firmemente sua inabalável convicção revolucionária.


George Jackson foi prisioneiro político do maior inimigo dos povos do mundo, o USA, um incansável lutador pelos direitos dos pobres, dos negros e de todos os povos do mundo.


Na cadeia, Jackson resistiu à brutalidade e se forjou como aço, se educou através da luta contra o sistema prisional bestial. Com Malcolm X, Frantz Fanon, Stokely Carmichael, e outros defensores dos direitos dos negros no USA, edificou uma fortaleza que só pôde ser suplantada pelo Estado através de seu assassinato.

George Jackson foi um dos fundadores e o membro mais destacado da Família da Guerrilha Negra (Black Guerrilla Family), organização revolucionária clandestina criada desde as prisões pelo Partido dos Panteras Negras, cujos membros constituíam um exército para executar ações armadas.


George Jackson imortalizou seu ideal de resistência e sua luta com a publicação da obra Soledad Brother (Irmão Soledad*): As Cartas da prisão de George Jackson.


Durante uma suposta tentativa de fuga, cujo desenrolar ainda é bastante obscuro, em 21 de agosto de 1971, os guardas da prisão o executaram com um tiro nas costas. George Jackson tinha então 29 anos de idade.


Seu funeral foi um grande ato de protesto. Centenas de pessoas compareceram para prestar honras ao Irmão Soledad, George Jackson.


Um pouco da história de George Jackson e sua luta pode ser visto no filme Agosto Negro, produzido em 2007.

sábado, 6 de agosto de 2011

Agosto Negro-Programação


Agosto Negro: Memória e Luta

Programação (e o que + pintar)

14/08 dom. Radio Com 104.5 fm (ou via internet http://radiocom.org.br/)

15 h. Programa Samba e Liberdade - 15h

21 h. Programa Subversão (Rádio Com 104.5)

15/08 seg. Instituto de Ciências Humanas (Alberto Rosa, 154) Sala 352 - FAE

17h. Cine Debate - Filme “Agosto Negro” (de Samm Styles, EUA, 2007.)

16/08 ter. Instituto de Ciências Humanas (Alberto Rosa, 154) Sala 352 - FAE

17:30 h. Ciclo de Conversas: “Pelotas 200 anos - A questão negra”

17/08 qua. Instituto de Ciências Humanas (Alberto Rosa, 154) Sala 352 - FAE

17:30 h. Ciclo de Conversas: “A mulher negra: movimentos sociais e educação”

18/08 qui. Instituto de Ciências Humanas (Alberto Rosa, 154) Sala 352 - FAE

17:30 h. Ciclo de Conversas: “A questão Quilombola”

19/08 sex. Instituto de Ciências Humanas (Alberto Rosa, 154) Sala 352 - FAE

17:30 h. Ciclo de Conversas: “Cotas e ações afirmativas”

14h. Oficina de Confecção de Tambores (no Ateliê de Arte, IAD)

20/08 sab. Casa 171 (15 de novembro, 171)

14h. Oficina de confecção de Berimbau

Roda de Capoeira

Roda de Samba

Exibição de filme e debate sobre samba.

21/08 dom. Radio Com 104.5 fm (ou via internet http://radiocom.org.br/)

21h. Programa Subversão

22/08 seg. Clube Cultural Chove Não Molha (R. Benjamin Constant, 2118)

16h. Oficina de dança afro

Instituto de Ciências Humanas (Alberto Rosa, 154)

17h Cine Debate: "Mooladée" (de Ousmane Sembene, Senegal, 2004.)

Exposição do Coletivo de Artistas Negros (Hall do ICH)

23/08 ter. Instituto de Ciências Humanas (Alberto Rosa, 154)

17h. Cine Debate: “Panteras Negras” (de Mario Van Peebles, EUA, 1995.)

24/08 qua.

25/08 qui. Instituto de Ciências Humanas (Alberto Rosa, 154)

17h. Cine Debate: “Good Hair” ( de Chris Rock, EUA, 2009.)

26/08 sex. Radio Com 104.5 fm (ou via internet http://radiocom.org.br/)

14:30. Programa Som do Tempo

Conde de Porto Alegre esq. Alberto Rosa (ao lado do Instituto de Artes e Design)

18:30. Cinema na Rua

Clube Cultural Chove Não Molha (R. Benjamin Constant, 2118)

23h. Festa

27/08 sab. Casa 171 (15 de novembro, 171)

13h Oficina de cozinha Baiana

18h Ciclos de Cine 171: “Todo poder ao povo”

28/08 dom. Radio Com 104.5 fm (ou via internet http://radiocom.org.br/)

21h. Programa Subversão

29/08 seg. Casa 171 (15 de novembro, 171)

18h. Oficina de serigrafia

30/08 ter. Casa 171 (15 de novembro, 171)

15h. Oficina de Stencil e Faixas

31/08 qua. Muro da UFPEL - Campus Anglo (Rua Gomes Carneiro, 1)

Apartheid nunca mais!

Apartir das 14h. Feira de troca, oficinas, percussão e protesto!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Ciclo de Cine:Agosto Negro

Ciclo de cine 171

Onde? No espaço contracultural 171, Rua XV de novembro 171
Que horas?As 6 da tarde
Que filme? A batalha de Argel

Venham assistir um filme e fazer uma troca de ideias!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O MURO(Oliveira Silveira)

eu bato contra o muro
duro
esfolo minhas mãos no muro
tento longe o salto e pulo
dou nas paredes do muro
duro
não desisto de forçá-lo
hei de encontrar um furo
por onde ultrapassá-lo

terça-feira, 26 de julho de 2011

UBUNTU

UBUNTU

A jornalista e filósofa Lia Diskin, no Festival Mundial da Paz, em Floripa (2006), nos presenteou com um caso de uma tribo na África chamada Ubuntu.
Ela contou que um antropólogo estava estudando os usos e costumes da tribo e, quando terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o levaria até o aeroporto de volta pra casa. Sobrava muito tempo, mas ele não queria catequizar os membros da tribo; então, propôs uma brincadeira pras crianças, que achou ser inofensiva.

Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, botou tudo num cesto bem bonito com laço de fita e tudo e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse "já!", elas deveriam sair correndo até o cesto, e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam lá dentro.

As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse "Já!", instantaneamente todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comerem felizes.

O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces.

Elas simplesmente responderam: "Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?"

Ele ficou desconcertado! Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo, e ainda não havia compreendido, de verdade,a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição, certo?

Ubuntu significa: "Sou quem sou, porque somos todos nós!"

Atente para o detalhe: porque SOMOS, não pelo que temos...
UBUNTU PARA VOCÊ!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Mais uma denúncia de Racismo e extermínio do povo negro: Quilombola é morto por policial dentro de casa no Quilombo de Volta Miúda - Caravelas BA


Em pleno São João, dia 24 de junho, quando o nordeste voltava sua atenção para as festas juninas, um fato grave não ocupou nossa mídia: o quilombola Diogo de Oliveira Flozina, 27 anos, pai de 2 filhos, teve sua casa invadida por 3 policiais a paisana que chegaram na comunidade de carro comum em pleno meio dia. Testemunhas da comunidade que não desejam se identificar, pela gravidade das ameaças que sofrem, disseram que os policiais mataram Diogo por volta de 12:30h e que ficaram na casa com ele até 14h, quando uma viatura chegou para levar o corpo. Nessas horas que a polícia estava na comunidade, um menor de 15 anos foi espancado e ameaçado de morte por se aproximar do local, que os policiais mantiveram isolado de outras pessoas.

A viatura então seguiu para o município de Nova Viçosa, para um bairro onde já existem ocorrências de tráfico de drogas; depois seguiram para o hospital de Teixeira de Freitas, lá e na delegacia o corpo foi apresentado como de um traficante. O boletim de ocorrência consta que o rapaz foi morto depois de uma batida policial com trocas de tiro numa boca de fumo em Nova Viçosa.

O Quilombo de Volta Miúda, assim como outros da região, vive conflitos permanentes com polícia e empresas de eucalipto e carvão. A comunidade acredita que Diogo foi morto por estar extraindo carvão e incomodando os interesses das empresas do ramo.

"Aqui os quilombolas vivem aterrorizados, trancados em suas casas, silenciados pela opressão, eu coloco minha boca no mundo, mas sei que posso morrer a qualquer momento por isso, precisamos de ajuda!" relata um quilombola que não deseja se identificar.

O quilombo de Volta Miúda é certificado pela Palmares, tem 120 famílias em estado de preocupante pobreza e sobrevivem com muito sacrifício por conta da dominação das empresas de eucalipto. Na região, vive em conflito com polícia e empresários, além da Volta Míúda, cerca demais 7 comunidades que se sentem isoladas, sem apoio e cobertura nenhuma dos poderes públicos.

O Quilombo de Volta Miúda pede socorro, antes que outras tragédias aconteçam!

A Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia tem obrigação de por fim ao racismo policial que extermina nosso povo, prender os assassinos de Diogo e exonerar seus superiores!

Os organismos de Direitos Humanos e de Igualdade Racial devem obrigatoriamente nos assegurar cobertura, proteção e reparação em caráter emergencial para além de suas justificativas burocráticas e de gabinetes!

Hoje dizemos: Aqui estamos! Resistimos!

´Nós somos os vingadores da morte.
A nossa estirpe não se extinguirá enquanto
houver luz no amanhecer´

Irmãos e irmãs.

Não é nossa a casa da dor e da miséria. Assim a pintou aquele que nos rouba e engana.
Não é nossa a terra da morte e da angústia.
Não é nosso o caminho da guerra.
Não é nossa a traição nem tem cabimento no nosso caminho o esquecimento.
Não são nossos o solo vazio e o céu oco.

Nossa é a casa da luz e da alegria. Assim a geramos, assim lutamos por ela, assim a faremos crescer.
Nossa é a terra da vida e da esperança.
Nosso é o caminho da paz que se semeia com dignidade e se colhe com justiça e liberdade.
(mensagem zapatista)

Saudações Mocambólicas!

domingo, 3 de julho de 2011

Professor manda estudante “voltar à África” e “clarear sua cor”

Por racismoambiental, 03/07/2011 10:38

O professor Cloves Saraiva e o estudante Nuhu Ayuba, que é nigeriano e está há três meses em São Luís. Segundo o Jornal Pequeno/Blog do John Cutrim, Nuhu Ayuba veio para o Brasil por meio do Programa de Estudantes – Convênio de Graduação (PEC-G), administrado pelos ministérios das Relações Exteriores e da Educação, em parceria com instituições de Ensino Superior em todo o país.

CARTA ABAIXO-ASSINADO

Nós, estudantes do curso de Engenharia Química da Universidade Federal do Maranhão/UFMA, matriculados na disciplina Cálculo Vetorial, informamos que o professor Cloves Saraiva vem sistematicamente agredindo nosso colega de turma Nuhu Ayuba humilhando-o na frente de todos os alunos da turma.

Na entrega da primeira nota o professor não anunciou a nota de nenhum outro aluno, apenas a de Nuhu, bradando em voz alta que “tirou uma péssima nota”; por mais de uma vez o professor interpelou nosso colega dizendo que deveria “voltar à África” e que deveria “clarear a sua cor”; em um outro trabalho de sala o professor não corrigiu se limitando a rasurar com a inscrição “está tudo errado” e ainda faz chacota com a pronúncia do nome do colega relacionando com o palavrão “no cu”; disse que o colega é péssimo aluno por que “somos de mundos diferentes” e que “aqui diferente da África somos civilizados” inclusive perguntando “com quantas onças já brigou na África?”. Nuhu não retruca nenhuma das agressões e está psicologicamente abalado, motivo pelo qual solicitamos que esta instituição tome as providências que a lei requer para o caso.

Favor divulgar em todas as redes pois o que está acontecendo aqui é comum em outras Instituições.

Cristina Miranda

Coordenadora do CEN/MA

O abaixo-assinado está aqui.

Leia aqui a retratação pública do professor Cloves Saraiva.

http://www.viomundo.com.br/denuncias/professor-manda-estudante-voltar-a-africa-e-clarear-sua-cor.htm

sábado, 2 de julho de 2011

Malandragem

Ao ritmo de sambas ancestrais
Procuro meu lugar
Aos sambistas resta sempre a avenida da vida
Os toques de tambores
cada um ,único,
mas juntos trazem ritmo aos pés
sem vergonha, danço ao ritmo do carnaval
vivo para gozar os risos

Pois digo,é carnaval.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Negros são maioria entre os jovens assassinados, diz estudo


O número de jovens vítimas de homicídios no Espírito Santo chegou a 391 de janeiro a maio deste ano, segundo dados da Secretaria de Estado da Segurança. Levantamento do Núcleo de Estudos sobre Violência, Segurança Pública e Direitos Humanos da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) apontam que 77% são negros.

Esses dados foram apresentados na noite desta quinta-feira (30) no Plenário Dirceu Cardoso da Assembleia Legislativa (Ales), em sessão especial proposta pelo deputado Claudio Vereza (PT) para debater a "Juventude em Marcha Contra a Violência e Extermínio". A intenção do parlamentar foi inserir o jovem na discussão, e o Plenário ficou cheio deles.

O presidente do Conselho Estadual dos Direitos Humanos, Gilmar Ferreira de Oliveira, opinou que as políticas voltadas para os jovens não podem ter a "lógica policialesca", mas serem voltadas para a questão dos direitos humanos e da cidadania. Segundo ele, os jovens querem ser ouvidos para opinar sobre as políticas que querem.

O número de jovens vítimas de homicídios no Espírito Santo chegou a 391 de janeiro a maio deste ano, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública. Levantamento do Núcleo de Estudos sobre Violência, Segurança Pública e Direitos Humanos da Universidade Federal do Espírito Santo apontam que 77% são negros.

A coordenadora do Núcleo de Estudos sobre Violência, Segurança Pública e Direitos Humanos da Ufes, professora Eugênia Raizer, foi a palestrante da noite. Mostrou estudo desenvolvido por ela e pela estudante de Serviço Social da Ufes, membro do Núcleo, Silvana Ribeiro da Silva. E começou tentando definir o que é um jovem.

Pensadores tentaram definir o termo juventude, e um brasileiro dividiu em categorias: a juventude dourada (classe alta ou média alta, de cor branca ou amarela), a trabalhadora (50% do total de 15 a 24 anos), os pobres, os vulneráveis (meninos de rua ou de classes baixas que vivem processo de exclusão social nas grandes cidades) e os infratores (pertence a várias camadas sociais e etnias).

A Política Nacional da Juventude considera jovem aquele que tem entre 15 e 29 anos, com subdivisões. Eugênia Raizer mostrou dados que indicam o crescimento do número de homicídios envolvendo jovens no Espírito Santo. Somavam 30,3% em 1998 e chegaram a 38,7% em 2008. Houve crescimento da média nacional, mas o Estado está acima dessa média.

Eugênia Raizer

A professora observou que no Espírito Santo o crescimento econômico não se reflete em benefícios sociais, as riquezas não implicam na superação das desigualdades sociais e o mapa da violência segue o das desigualdades. Mostrou um mapa de Vitória onde pontos vermelhos marcavam locais de homicídios em 2008: mais concentrados nas regiões carentes, quase inexistentes nos bairros abastados.

O Estado ocupa o terceiro lugar no triste ranking dos números de homicídios de jovens no Brasil. Em 2010, na Região Metropolitana da Grande Vitória, os municípios de Serra, Cariacica e Vila Velha tinham o maior número de ocorrências, seguidos de perto por Vitória. Em Viana, Guarapari e Fundão, o número foi bem menor.

De janeiro a maio deste ano, dos 735 assassinatos, 391 foram de jovens, números concentrados na faixa dos 18 aos 24 anos. Somente em abril foram 91 homicídios, cerca de três jovens mortos por dia, lamentou Eugênia Raizer. O número de jovens negros assassinatos gira em torno de 77% do total; 9% são brancos e em 14% dos casos a cor não é informada.

Hildete Emanuelle Nogueira de Souza, membro da coordenação da Campanha Nacional contra a Violência e o Extermínio de Jovens, assegurou que a violência não começa com o disparo de um tiro, mas muito antes, num histórico de exclusão, de racismo, de violência nas escolas, "que ninguém quer falar, ninguém quer debater". Começa dentro de uma sociedade que vive com medo e "coisifica" o ser humano.

As Pastorais da Juventude do Brasil, ligadas a Igreja Católica, desencadearam a campanha, lembrou, acrescentando que é preciso ultrapassar os muros da igreja e buscar parcerias com movimentos sociais e casas legislativas. Eventos como a sessão desta quinta, que atraiu o secretário municipal de Direitos Humanos de Vitória, João José Barbosa Sana, e a secretária municipal de Assistência Social, Ana Petronetto, bem como o membro da coordenação estadual da campanha, José Luiz Augusto Bedoni.

Aída Bueno Bastos / Web Ales

(Reprodução autorizada mediante citação da Web Ales)

Se alguém for preso tu morre!


"Se alguém for preso tu morre!"

Denunciamos aqui no blog, há duas semanas, a ameaça de morte feita contra o advogado Onir Araújo, por sua atuação na defesa do jovem Hélder Santos, que precisou deixar o estado do RS após denunciar policiais em Jaguarão.

Hoje Onir recebeu novas ameaças:




"Ilmo. Sr. Dr. Secretário de Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Sul.

Repasso, para conhecimento de Vossa Senhoria, carta recebida hoje em meu escritório em Porto Alegre, onde são reiteradas as ameaças de morte em decorrência de minha atuação, não só como profissional, mas, também, como integrante do Movimento Social Negro na defesa dos Direitos Territoriais étnicos e contra o racismo, em especial no que se refere ao caso do estudante Helder Santos, vítima de violência policial em Jaguarão, neste Estado, caso já de conhecimento de V. Senhoria e da Secretaria de Segurança. A Carta em si revela que é necessário que se leve a sério as solicitações feitas, anteriormente, de prisão preventiva dos militares envolvidos no episódio, bem como, que o Estado do Rio Grande do Sul se empenhe, efetivamente, em tomar as providências cabíveis, para que se estirpe da Corporação esses maus policiais, sob pena de todos nos tornarmos refens de um grupo que usurpa e deturpa o princípio Constitucional de Segurança Pública dos Cidadãos e do Estado Democrático de Direito.

Não me calarei e reitero que o que possa acontecer a mim ou familiares meus é de responsabilidade do Estado, pois, sem sombra de dúvida, as ameaças estão partindo de pessoas da Corporação retro citada.

Sem mais para o momento.
No aguardo de providências urgentes.

Onir de Araujo
GT-QUILOMBOLA MNU-RS"

http://coletivocatarse.blogspot.com/2011/06/se-alguem-for-preso-tu-morre.html

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Negrito del barrio sur(Jorge Emilio Cardoso)



Negrito del Barrio Sur

Negrito de andar aelgre,
Que reflejas tanta luz
En la pleamar de la risa
De tu cara de betún:
Pareciera, por tu gracia,
Que, en ti, habitara un vudú.
¡Ah! Cómo me gustaría
Sentirte hablar bantú!

Si hubieras nacido otrora
-en la rica Tombuctú-
Sin duda hubieras vivido
En un gran palacio azul.
O acompañando al rey Sonni,
Durmiendo en tiendas de tul
Entre oros y marfile
Y mezquitas de bambú...

Mas naciste en tierras blancas
-nieto de esclavos- y tu
No habrás de ser otra cosa
Que un niño del barrio Sur,
Ya marcado por el mito
De los negros sin virtud.

Sembrarás la desconfianza
Por tu color; y en algún
Desfile oirás los aplausos
De la falsa multitud
Que se embriaga en el candombe
De los negros como tú.

Pero yo te reverencio,
Principito de Bambouk,
A pesar que estás tan lejos
De tu arcaico reino azul
De Dahomey, de Kaulikoro,
De la rica Tombuctú

terça-feira, 28 de junho de 2011

Larry Pinkey: “EUA realizaram guerra química contra os panteras negras”





Internacional : “EUA realizaram guerra química contra os panteras negras”
em 17/05/2010

A Verdade entrevistou por e-mail o veterano líder dos panteras negras Larry Pinkney para saber um pouco mais sobre a história do Partido dos Panteras Negras (PPN), fundado em outubro de 1966 em Oakland, Califórnia, e ouvir a opinião do ex-preso político norte-americano sobre o governo de Barack Obama. Na entrevista, Pinkney confirma que, nas décadas de 1960 e 70, o governo dos EUA realizou uma guerra química para criar divisões nas comunidades negras do país E impedir o crescimento do partido.

Larry PinkneyA Verdade – Quando você decidiu fazer parte do Partido dos Panteras Negras?
Larry Pinkney – Ao se tornar claro para mim que o racismo, o capitalismo e o imperialismo estão todos interconectados e que uma organização de massas, em nível nacional, era necessária para educar politicamente e organizar os negros e outras pessoas oprimidas para denunciar e desafiar o complexo empresarial-militar que dita as regras no sistema político nos Estados Unidos, eu entrei para o Partido dos Panteras Negras.

A Verdade – Como surgiu o Partido dos Panteras Negras?
Larry Pinkney – O Partido dos Panteras Negras foi essencialmente um partido político marxista-leninista radical, nacional, baseado em comunidades com uma forte solidariedade pelas lutas de libertação do povo, particularmente através do assim chamado “terceiro mundo”. Os panteras negras começaram em Oakland, Califórnia, e rapidamente se espalharam pelas comunidades negras de todos os Estados Unidos. A plataforma fundamental e objetivos do Partido foram materializados em seu Programa de Dez Pontos.

A Verdade – Hoje, o que você mudaria no programa?
Larry Pinkney – Eu provavelmente manteria, mas ajeitaria todo o Programa de Dez Pontos. Incluiria uma frase no ponto número 5, que se refere a como o povo negro é deliberadamente desinformado por alguns que, apesar de biologicamente serem negros, não passam de cães de guarda do sistema capitalista norte-americano. Eu poderia também, em uma extensão reduzida, expandir os pontos 3, 4, 7, 9 e 10 simplesmente para evocar na mente das pessoas realidades do século 21. Também poderia acrescentar um ponto mais especificamente vinculado à solidariedade e ao internacionalismo, à relação entre as lutas dos povos no mundo.

A Verdade – O que mudou na política dos EUA nas últimas décadas?
Larry Pinkney – Duas coisas fundamentais mudaram. A primeira foi a falta de uma organização política negra de esquerda real e efetiva baseada em comunidades por todos os Estados Unidos, e a segunda, uma enorme queda do nível de consciência política de parte das massas de negros (e outras pessoas de cor) nos EUA.

A Verdade – É possível mudar radicalmente a sociedade por meios pacíficos?
Larry Pinkney – O sistema capitalista prospera sobre a divisão e exploração dos povos de todas as cores. Da maneira como o sistema define os “métodos” aceitáveis para mudá-lo, não haverá mudanças radicais enquanto o sistêmico paradigma do poder permanecer essencialmente inalterado, o que significa que não há reais mudanças radicais no sistema capitalista. Mudanças superficiais são de fato mera cortina de fumaça e, por conseqüência, definitivamente não são mudanças radicais. Só o povo pode e deve decidir quais métodos utilizar para realizar uma “mudança radical”, e isso necessita de organização de massas e politização.

A Verdade – Qual a principal realização do PPN para o povo norte-americano?
Larry Pinkney – A principal realização do PPN na luta do povo, nos Estados Unidos, foi a elevação de sua consciência através dos vários programas populares gratuitos como o café da manhã para crianças, atendimento médico, programa escolar, programa de calçados, programa de alimentação para todas as pessoas da comunidade, programa de transporte gratuito para que as pessoas pudessem visitar seus parentes na prisão. Além disso, o PPN demonstrou e provou que uma organização política de negros nacional, maciça, efetiva e radical era de fato possível. A oposição e a brutal repressão do governo dos Estados Unidos (Partidos Democrata e Republicano) contra o PPN, combinada com a constante desinformação promovida pelos meios de comunicação corporativos e o inescrupuloso programa do governo [conhecido como Cointelpro, sigla em inglês de Programa de Contrainteligência] para enquadrar, desacreditar, assassinar e prender panteras negras levou ao desaparecimento do PPN. Numerosos fundadores do PPN permanecem até hoje presos, como resultado direto do esforço repressivo do governo descrito antes.

A Verdade – Quais foram os efeitos da guerra química do governo estadunidense contra o PNN e qual a política do governo sobre a questão das drogas hoje?
Larry Pinkney – É um fato irrefutável que o governo dos Estados Unidos fez uso de guerra química, não apenas contra o PPN, mas também contra os negros e outras comunidades. Não é mera coincidência que despejos de lixo e materiais perigosos são preferencialmente lançados próximo a comunidades pobres e negras e nas terras de populações indígenas nativas. É também um fato irrefutável que o governo dos Estados Unidos fez uso de um horrível tipo de subterfúgio pelo qual drogas pesadas, como a heroína, ficassem facilmente disponíveis especialmente em comunidades negras. Isso foi algo devastador para as comunidades negras, e suas terríveis consequências são sentidas profundamente até os dias atuais. Além disso, hoje, o fenômeno do crack e da cocaína não só não é coincidência, como também serve tanto para facilitar a violência como a desunião nas comunidades negras e em outras, enquanto, ao mesmo tempo, promove outra arma legal para o governo botar na prisão massas de pessoas pobres. O fato é que o governo é profundamente cúmplice do uso de drogas que ocorre hoje, pois essa situação serve para manter negros e outras comunidades neutralizadas e sob controle. A assim chamada “guerra às drogas” do governo, a exemplo de sua “guerra ao terrorismo”, é falsa e constitui mecanismo para repressão e controle político. A responsabilidade do governo dos Estados Unidos nesse horror pode ser resumida em apenas duas palavras: subterfúgio e negação.

A Verdade – Qual o significado da eleição de Barack Obama como presidente dos Estados Unidos?
Larry Pinkney – A eleição e o gerenciamento de Barack Obama na cabeça do império estadunidense é terrível, não apenas para o povo dos Estados Unidos, mas para o povo do mundo inteiro. Obama é um fantoche do lóbi militar-industrial. Sua chegada à presidência foi um empreendimento bem-sucedido da parte das classes mandantes desta nação e também levou as pessoas deste país a acreditar que uma mudança superficial na pigmentação da pele de alguma forma significaria uma mudança na política sistêmica, o que não aconteceu. Na realidade, Obama é um teleguiado e agora uma potente ferramenta nas mãos da elite corporativa e das classes dominantes desta nação. Em termos reais, e apesar da sua falsa retórica, a eleição de Obama está provando ser especialmente devastadora para negros e pobres dentro dos Estados Unidos. Ilusão e mito não devem jamais ser confundidos com realidade.

A Verdade – Como a recente crise do capitalismo afetou o povo dos Estados Unidos?
Larry Pinkney – Esta última crise aumentou a destruição da infraestrutura dos Estados Unidos e levou a um maciço crescimento do desemprego, dos despejos, da privatização da educação pública, da intensificação da degradação ambiental, da ampliação dos ataques do governo contra os sindicatos e filiados, bem como conduziu ao aumento da política de repressão interna e externa, no aspecto da continuação e exportação do “Ato Patriótico”– isto é, a continuação e exportação, pelos interesses militares e corporativos dos Estados Unidos, das guerras de agressão e imperialistas no Afeganistão, Iraque, Paquistão e onde quer que seja. O povo dos Estados Unidos está sofrendo cada vez mais, mas os meios de comunicação corporativos continuam agindo como quinta-coluna do governo dos Estados Unidos mediante a omissão e a constante disseminação da desinformação e de mentiras gritantes.

A Verdade – Qual foi a política interna dos Estados Unidos em relação à crise?
Larry Pinkney – A reação do governo à crise do capitalismo consistiu em sustentar criminosamente a mais alta elite das corporações de Wall Street, os responsáveis pela crise. O governo também usa táticas que vão do embuste ao medo – como essa falsa reforma da saúde, que é na verdade apenas outro grande presente financeiro para a elite corporativa. De manutenção do medo no povo ao propagar ameaças do “terrorismo”.

A Verdade – Como se encontra o movimento revolucionário nos Estados Unidos?
Larry Pinkney – O povo está se tornando cada vez mais consciente das contradições brutais desse sistema. Por exemplo, a juventude começa a se engajar em protestos maciços contra os preços escorchantes que se espera que ela pague pela educação universitária. Pessoas de diversas idades e cores estão se organizando e protestando contra a intensificação dos assassinatos por policiais (como o brutal assassinato de Oscar Grant, na Califórnia). O movimento antiguerra caminha de maneira vagarosa, porém constante, e também está indo às ruas. As pessoas começam a entender que o regime de Obama não é muito diferente do de seu predecessor. Todavia, a repressão governamental e policial e a omissão também estão crescendo nos Estados Unidos, e existe uma oportunidade e necessidade real para uma efetiva organização de massas capaz de reunir todas as questões acima mencionadas.

A Verdade – Qual a sua opinião sobre a política externa dos Estados Unidos?
Larry Pinkney – A política externa dos Estados Unidos é no fundo, a mesma de sempre, só que agora pior. É uma política de hipocrisia, agressão militar e mentiras. No exterior, por exemplo, os Estados Unidos arrotam sobre direitos humanos quando na verdade são os maiores violadores dos direitos humanos no planeta. A política externa estadunidense continua a ser uma tentativa de conter, controlar e dominar as legítimas aspirações dos povos de todo o mundo. Os Estados Unidos exportam reatores nucleares (para lucrar) para outras nações aliadas enquanto clamam, hipocritamente, preocupação com o meio ambiente. Entretanto, sua política externa é proibir, por exemplo, fazendeiros de outros países de usar suas próprias sementes para plantar comida, enquanto pressiona esses mesmos fazendeiros e suas famílias a usar as sementes geneticamente modificadas da Monsanto e outras corporações estadunidenses. Em essência, a política externa dos Estados Unidos é, em todos os níveis, uma política de omissão, de mentiras e de dominação. A política externa dos Estados Unidos é um reflexo de sua política interna.

O Partido de Autodefesa dos Panteras Negras (Black Panther Party for Self−defense)

Foto do Partido dos Panteras Negras

O nome Pantera Negra foi escolhido para o partido em razão da natureza da pantera: a pantera não é de atacar a alguém em primeiro lugar; mas quando é atacada e encurralada, responde ferozmente e sem piedade ao seu agressor, o que faz uma ligação com a idéia de “autodefesa” defendida por Malcolm X. Os dez pontos do programa defendidos pelo partido são:

Queremos liberdade. Queremos poder para determinar o destino da comunidade negra.
Queremos emprego para todo nosso povo.
Queremos o fim do roubo dos capitalistas a nossa comunidade negra.
Queremos moradias decentes, apropriadas para abrigar a seres humanos.
Queremos educação para nosso povo que exponha a verdadeira natureza desta sociedade decadente americana. Queremos uma educação que nos ensine nossa verdadeira história e nosso papel na sociedade de hoje.
Queremos que todos os negros sejam isentos do serviço militar.
Queremos um fim imediato da brutalidade policial e a os assassinos de gente negra.
Queremos liberdade para todos os homens negros presos em prisões federais, estatais, municipais e locais.
Queremos que toda a gente negra que seja levada a julgamento seja processada por um júri de sua raça ou gente da sua comunidade negra, tal como vem definido na Constituição dos Estados Unidos.
Queremos terra, pão, casas, educação, roupa, justiça e paz. E, como nosso maior objetivo político, um plebiscito supervisionado pelas Nações Unidas que será realizado em toda a colônia negra onde somente os sujeitos coloniais negros possam participar, para o propósito de determinar a vontade do Povo Negro assim como seu destino nacional.

Bruno Cruz, Rio de Janeiro

Charge de Larry Pinkney

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Programa de Bolsas para Afrodescendentes

(Genebra, 10 de Outubro a 4 de novembro de 2011)


No contexto do Ano Internacional dos Afrodescendentes, a Unidade Anti-Discriminação do escritório do Alto Comissariado de Direitos Humanos das Nações Unidas está lançando um programa de Bolsas para descendentes de africanos de 10 de outubro a 4 novembro de 2011.

O programa de bolsas proporcionará a oportunidade de aprofundar a compreensão do Sistema de Direitos Humanos das Nações Unidas e de seus mecanismos, com foco em questões de particular relevância as pessoas de ascendência africana.

Isso permitirá aos bolsistas contribuir de forma mais efetiva à proteção e a promoção dos Direitos civis, políticos, econômicos, sociais e cultural dos Afrodescendentes em seus respectivos países e comunidades.



Quem pode se candidatar?

* O candidato deve ser afrodescendente
* O candidato deve ter no mínimo 4 anos de experiência no tratamento de questões relativas aos afro-descendentes ou minorias.
* O candidato deve ser fluente em inglês.
* Uma carta de apoio de uma organização afrodescendente ou da comunidade


Processo de Seleção

Na seleção dos bolsistas, as questões de gênero, e um equilíbrio regional serão levados em conta. Os documentos apresentados deverão estar em Inglês.



Direitos

O candidato selecionado tem direito a uma bolsa para cobrir alojamento, as despesas básicas em Genebra, seguro básico de saúde, bem como um retorno de avião com bilhete de classe econômica.



Aplicação

Os candidatos interessados são convidados a apresentar o seu pedido por e-mail para: africandescent@ohchr.org ou por fax para: 004122-928 9050 com uma carta de apresentação indicando claramente "Application to the 2011 Fellowship
Programme for People of African Descent", com os seguintes documentos:


* Application form:
http://www.ohchr.org/Documents/Events/IYPAD/ApplicationFormIYPAD.pdf
* curriculum vitae
* carta de motivação (máximo de 1 página) onde o candidato explicará sua motivação para a candidatura, o que ele/ela espera alcançar através da bolsa e como ele/ela usará o que aprendeu para promover os interesses e os direitos dos afro-descendentes
* uma carta de apoio de uma organização /entidade parceira.


O prazo para recepção de aplicações é 15 de junho de 2011. Somente os candidatos pré-selecionados serão contatados.


MAGALI NAVES
Chefe da Assessoria Internacional
Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
da Presidência da República. SEPPIR-PR
tel:- 2025 7020/7023 Fax - 2025 7089
Esplanada dos Ministérios - Bloco A - 9º andar
CEP:-70054-906 - Brasília - DF - Brasil


"O emitente desta mensagem é responsável por seu conteúdo e endereçamento. Cabe ao destinatário cuidar quanto ao tratamento adequado. Sem a devida autorização, a divulgação, a reprodução, a distribuição ou qualquer outra ação em desconformidade com as normas internas do Sistema Petrobras são proibidas e passíveis de sanção disciplinar, cível e criminal."

"The sender of this message is responsible for its content and addressing. The receiver shall take proper care of it. Without due authorization, the publication, reproduction, distribution or the performance of any other action not conforming to Petrobras System internal policies and procedures is forbidden and liable to disciplinary, civil or criminal sanctions."

"El emisor de este mensaje es responsable por su contenido y direccionamiento. Cabe al destinatario darle el tratamiento adecuado. Sin la debida autorización, su divulgación, reproducción, distribución o cualquier otra acción no conforme a las normas internas del Sistema Petrobras están prohibidas y serán pasibles de sanción disciplinaria, civil y penal."

Contribuição da colega Sássá

sábado, 11 de junho de 2011

Quilombolas incial greve de fome

A situação vivida pelos quilombolas do Maranhão é tão grave quanto a dos ambientalistas na Amazônia: dezenas de pessoas marcadas para morrer.

O motivo: não aceitam que suas comunidades se submetam aos caprichos dos latifundiários.

Abaixo reproduzo texto publicado no site da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH), entidade que há mais de vinte anos atua em casos emblemáticos de violação de direitos no estado. Faço apenas algumas observações antes, para contextualizar a situação dos quilombolas.

O Maranhão da família Sarney, nos últimos 20 anos, foi invadido por plantadores de soja ou outras monoculturas, vindos principalmente do Sul.

Com terra e água em abundância, a devastação do cerrado tem ocorrido de forma assustadora. A ponto de a Câmara Municipal de Barreirinhas, a principal cidade dos Lençóis Maranhenses, ter aprovado lei que proíbe a plantação de soja na área do município.

Os latifundiários usam laranjas e contam com a vista grossa das autoridades locais e estaduais para abocanharem toda a terra que a ganância permite cobiçar.

Para dialogar com os quilombolas e outras populações tradicionais, os sojeiros e seus aliados costumam usar argumentos convincentes e modernos, com 12, 22, 32 e 38 milímetros de razão.

Flaviano Neto, um dos líderes do quilombo Charco, em São Vicente Férrer, na Baixada Maranhense, foi executado em outubro de 2010. Outros atentados ocorreram desde o crime, inclusive no final de maio, contra a comunidade do Charco. No último dia 30 de maio, a casa de Almirandir Pereira Costa, vice-presidente da associação local, foi atingida por três tiros.

Se a indignação já torna doloroso escrever (ou ler) estas linhas, tente imaginar a situação de quem vive 24 hora por dia sabendo que pode ser assassinado a qualquer momento, pelo “crime” de não querer sair de sua terra.

Nesse contexto, os quilombolas acamparam em frente ao Palácio dos Leões (sede do governo) e também se manifestaram diante do Tribunal de Justiça (que, no Maranhão, está longe de ser justo, sendo eufemista). Estão desde a semana passada acampados na sede do INCRA e, desde a manhã de ontem, dezessete pessoas estão em greve de fome, que só vai parar, segundo eles, quando a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, for ouvir suas reivindicações.

Segue o texto da SMDH. Por favor, divulgue o mais amplamente possível.
Acampados decretam greve de fome

http://www.smdh.org.br

Dezeoito lideranças quilombolas e iniciaram greve de fome na manhã de ontem (9) no Acampamento Negro Flaviano, instalado no INCRA-MA. (Foto: Silvana Reis)

De costas para a plenária e de frente para as autoridades e lideranças que compunham a mesa de trabalhos, 18 lideranças quilombolas revezavam-se entre o sentar e o deitar, tendo decretado greve de fome na manhã de hoje (9). O gesto extremo foi o meio de chamar a atenção dos governos para os graves problemas enfrentados por diversas áreas em conflito no Maranhão.

Com a presença fixa de cerca de cem quilombolas de 40 comunidades, o Acampamento Negro Flaviano, que ora ocupa as instalações do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária no Maranhão, teve início no último dia 1º. de junho, quando realizou diversas atividades e manifestações pacíficas em frente às sedes do judiciário e executivo estadual, ambos na Praça D. Pedro II, no centro da capital maranhense.

“Estivemos lá, na porta do Palácio [dos Leões], na porta do Tribunal de Justiça, mas precisamos vir e ficar aqui por dez dias”, contabilizou um dos manifestantes ao fazer uso da palavra nesta tarde. Representantes das secretarias estaduais de Direitos Humanos, Igualdade Racial e Justiça e Administração Penitenciária estiveram no auditório do Incra, fazendo promessas sem data para cumpri-las, após a passagem de representantes da Secretaria de Promoção de Políticas de Igualdade Racial da Presidência da República no dia anterior (8). Há inclusive a de que seja publicado um decreto para orientar os procedimentos a serem tomados pelo Iterma para a regularização fundiária – previsto com base sabe-se lá em quê para ser assinado em 15 de julho.

“Estão sendo feitas diversas promessas, mas que estrutura se criará para isso? Com que recursos? Como garantir o registro de boletins de ocorrência em delegacias onde não há delegados? Quem sofre ameaça no interior não virá à capital fazer denúncias. A ouvidoria agrária está criada desde 2009, mas nunca saiu do papel. Se será de fato criada, que estrutura e recursos terá? As coisas não acontecem, apesar do repasse de recursos do governo federal. Promessas acontecem agora a partir da pressão. O governo parece querer apenas se justificar perante a imprensa e ao governo federal. O governo estadual tem responsabilidades a cumprir”, questionava Pe. Inaldo Serejo, coordenador da Comissão Pastoral da Terra no Maranhão.

O Maranhão tem 59 quilombolas ameaçados de morte nas cerca de 170 áreas em conflito no estado, de acordo com dados do caderno Conflitos no Campo 2010, publicação da CPT/MA. O estado ocupa o primeiro lugar em mais esta trágica estatística.

Lideranças do acampamento afirmaram que “não sairão daqui de mãos abanando”. A ministra dos Direitos Humanos Maria do Rosário deve vir à São Luís para uma rodada de negociações – ela encontra-se no Pará, onde se reunirá com representantes da CPT no estado para tratar dos recentes assassinatos de lideranças camponesas.

O estabelecimento de prazos urgentes para a inclusão dos ameaçados de morte no Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, a realização de audiências públicas para discutir as áreas quilombolas em conflito no estado, o estabelecimento de grupo de trabalho para propor os procedimentos de titulação das áreas quilombolas e a instalação de escritório da Fundação Cultural Palmares em São Luís estão entre as diversas reivindicações dos acampados.

Manifestantes em greve de fome no auditório do Incra; no detalhe, Pe. Clemir Batista, de Pinheiro/MAEntre as lideranças em greve de fome estão o Pe. Clemir Batista, da CPT de Pinheiro/MA, e Almirandir Costa, do quilombo Charco, em São Vicente de Férrer, palco do brutal e covarde assassinato de Flaviano Pinto Neto, que batiza o acampamento, em outubro do ano passado. Indagado se notava alguma evolução nas negociações ao longo dos dias, o segundo não hesitou em afirmar que tudo não passava de “enrolação do governo”.

*Zema Ribeiro é assessor de comunicação da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Comunidade quilombola de Cairu (BA) é ameaçada por fazendeiro

Batateira, quilombo situado numa ilha no município de Cairu BA, tem passado nos últimos dois anos por momentos de terrorismo por um pseudo-fazendeiro que se diz dono da terra.
Por Rede Mocambos [01.06.2011 19h10]
A comunidade quilombola de Batateira, localiza-se na Ilha de Tinharé, nas proximidades da Vila de Garapuá e pertence ao município de Cairu (BA). Como se trata de uma ilha, a natureza de sua área é de responsabilidade da União. Os moradores que ocupam o local estão ali há mais de 100 anos, tendo toda a ancestralidade comunitária e de parentesco reconhecida pela Fundação Cultural Palmares. São cerca de 30 famílias que sobrevivem em situações precárias, em casas em sua maioria de taipa, palha e madeira. A comunidade não tem energia elétrica e é desprovida dos principais serviços básicos que qualquer cidadão tem direito

O Conflito na região começou em 2009, quando houve a mobilização da comunidade pelo pedido de reconhecimento quilombola, com freqüentes visitas à comunidade e com seguidas ameaças de Manoel Palmas Ché Filho, filho do ex-prefeito de Cairu. Em maio de 2010, o conflito teve início quando, numa visita do "Maneca Ché", como é conhecido, mais cinco policiais fardados e outros homens, todos armados com armas de fogo, diziam ter mandato judicial para estarem ali, além de reforçar as ameaças derrubaram o pier que a comunidade usava como embarque e desembarque.

Depois que a Fundação Palmares expediu a certidão quilombola à comunidade, os seus moradores voltaram a receber novas ameaças, foi quando em 09 de setembro de 2010, Manoel Che Filho invadiu a comunidade com mais 12 homens, entre eles 3 policiais a paisana. Eles chegaram às 7h da manhã e ficaram até às 15h. Nesse período de 8h que permaneceram na comunidade, derrubaram três casas, atiraram várias vezes pra cima, colocaram revolveres na cabeça de mulheres e adolescentes, xingaram os moradores, colocaram a liderança da comunidade Claudeci numa roda com 12 homens e bateram no seu rosto, ameaçando sua vida, na frente das crianças da comunidade, inclusive seu filho de 5 anos, que tem demonstrado traumas de ter presenciado a violência com sua comunidade e sua família.

O comandante da Polícia Militar de Valença, major José Raimundo Carvalho Pessoa, esclareceu que a atuação ilegal de policiais militares que deram apoio ao "Maneca Che", correu à revelia do Comando da 33ª Companhia Independente da Polícia Militar de Valença. Em depoimento, os policiais denunciados negaram a participação no caso denunciado e recorreram ao direito de falar somente em juízo e na presença do advogado. Não se tem informação de que o processo judicial foi aberto.

Em outubro de 2010 foi realizada uma audiência pública organizada pela SEPROMI, que teve como objetivo de ouvir, avaliar e traçar estratégias para solucionar os sucessivos conflitos ocorridos na Comunidade de Batateira. Participaram da audiência autoridades, o pseudo-fazendeiro Maneca Che e seus representantes, a sociedade civil representada pelos movimentos de pescadores, Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra, o Conselho Pastoral da Pesca, Quilombolas de outras regiões, Representantes do INCRA, DPE, SPU, Governo do Estado, Prefeitura de Cairu etc.

Há poucos dias, as ameaças retornaram, o pseudo fazendeiro insiste que vai voltar na comunidade e derrubar o resto das casas. A liderança da comunidade vem sendo seguida e ameaçada de morte, as famílias estão apavoradas.

Não existe nenhum advogado assistindo a comunidade, o que gera uma preocupação ainda maior. No último sábado, 28 de maio, Manuel Che voltou à comunidade com mais sete homens e voltou a fazer ameaças, alegou ter ordem judicial para não permitir nenhuma construção mais naquela ilha (mas não mostrou o documento), o que resultou na derrubada de mais uma casa na comunidade e a ameaça que ele estaria voltando com um grupo de criminosos para aterrorizar e levar tudo abaixo nos próximos dias. As famílias, em especial as crianças, estão apavoradas. A polícia, apesar de acionada durante nova invasão, só apareceu na comunidade horas depois e em nenhum momento consegue gerar nenhum tipo de proteção à mesma. Todos os indícios e o histórico desses dois anos revelam na verdade uma polícia comprometida com a ação criminosa do pseudo-fazendeiro, até por que, nenhum criminoso age tão abertamente como esse senhor, sem sofrer prisão preventiva, se não tiver uma cobertura, ou no mínimo uma escancarada omissão da polícia com o caso.

Esse breve texto tem como intuito chamar a atenção dos organismos e instituições estaduais, nacionais e internacionais a respeito da proteção dos direitos humanos, dos direitos das crianças e dos adolescentes, dos afrodescendentes em suas comunidades quilombolas e dos direitos das mulheres, assim como o apoio de diferentes tipos de mídias que possam colaborar com o apoio à comunidade.

domingo, 22 de maio de 2011

Revistas e jornais negros


Páginas da "imprensa negra"

Desde o último dia 13 de maio é possível acessar no site do Arquivo Público do Estado de São Paulo 23 títulos de jornais e revistas do movimento negro brasileiro

O Arquivo Público do Estado de São Paulo, órgão vinculado à Casa Civil, comemorou a Abolição da Escravatura no Brasil, no último dia 13 de maio, colocando em seu site o conteúdo integral de 23títulos de jornais e revistas da chamada “imprensa negra” brasileira. A coleção de periódicos pertence a várias vertentes do movimento negro no país durante as primeiras décadas do século XX. Segundo o Arquivo, a iniciativa irá facilitar o aceso ao acervo, que antes só poderia ser consultado na sede da instituição. Levando-se em conta que o Arquivo passa por uma grande obra, a iniciativa é mais uma demonstração de cuidado com o acerco histórico brasileiro e com pesquisadores.

A Voz da Raça, da Frente Negra Brasileira, é um dos muitos jornais que se encontram disponíveis para consulta no site. Fundado em 1933, o jornal é tido como um dos mais importantes do gênero, sendo bastante lido também fora da comunidade negra. A Voz da Raça circulou até 1937, totalizando 70 edições. Outro exemplo é a revista Quilombo (1950), editada por Abdias do Nascimento, célebre militante e agitador cultural. O periódico tinha a função de articular e divulgar a Convenção Nacional do Negro Brasileiro. Já o jornal Chibata, por sua vez, destacava-se por seu espírito irônico e brincalhão. Orgulhava-se de ser “o jornal de maior circulação do mundo". E tinha como uma das bandeiras a luta contra o preconceito. Em sua edição de fevereiro de 1932 estampava em sua capa: "precisamos extinguir de nosso meio, os preconceitos e vícios que tanto nos atrasam".

A expressão "imprensa negra" é comum no meio acadêmico para designar títulos de jornais e revistas publicados em São Paulo após o processo abolicionista, no final do século XIX. Estes periódicos destacaram-se no combate ao preconceito e na afirmação social da população negra, funcionando como instrumentos de integração deste grupo na sociedade brasileira no início do século XX.

Além disso, estes jornais também atuavam na divulgação de eventos cotidianos da população negra, tais como festas, bailes, concursos de poesia e beleza, os quais raramente apareciam em veículos da grande imprensa. É o caso, por exemplo, dos jornais Getulino (1916-1923) e O Clarim d´Alvorada (1929-1940) e da revista Senzala (1946), entre outros.

Grande parte dos jornais foi editada na cidade de São Paulo, mas também constam alguns títulos de outras cidades como o Rio de Janeiro, Campinas e Sorocaba.

Veja os títulos disponíveis na internet:

Jornais: O Alfinete (1918-1921), Alvorada (1948), Auriverde (1928), O Bandeirante (1918-1919), Chibata (1932), O Clarim (1924), O Clarim d´Alvorada (1929-1940), Cruzada Cultural (1950-1966), Elite (1924), Getulino (1916-1923), Hífen (1960), O Kosmos (1924-1925), A Liberdade (1919-1920), Monarquia (1961), O Novo Horizonte (1946-1954), O Patrocínio (1928-1930), Progresso (1930), A Rua (1916), Tribuna Negra (1935), A Voz da Raça (1933-1937), O Xauter (1916). Procure pelos títulos indicados no site: http://www.arquivoestado.sp.gov.br/jornais
Revistas: Quilombo (1950) e Senzala (1946). Consulte pelo site: http://www.arquivoestado.sp.gov.br/a_revistas


Retirado da

página: http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/arquivo-cafe-historia-21

Para mais uma vez começar

Andar pelas nostalgicas ruas antigas de Pelotas, lembranças de um pasado vil para aqueles que jamais gozaram as quentes salas das charqueadas, as varandas de casarões no centro localizadas, das casas ao ao redor da praça que são mostradas como nossa identidade quanto pelotenses, tudo fruto de meus anos na escola pública. O raiar da liberdade ainda tarda a chegar. Em comparação aos grilhões, mãos livres, porém nos vemos atados ao sistema capitalista, capitão do mato, chicote de feitor. O que fazer: aquilombar-se, na mente, na vida e por fim nas ações políticas. Criam-se novas experiências atraves da troca de opiniões, não devemos esquecer, proporcionar momentos e espaços como esses é abrir novos Palmares, para se trocas pensamentos e praticas que se tem vivenciado , sentar-se para escutar Koras e balafons, intercambio entre griots de diferentes caminhadas.

Criar este blog é proporcionar essa troca entre experiências, debate e oportunidade de individuosl afro-descendentes e simpatizantes a causa poderem trocar suas experiências que são únicas e distintas entre si. Considero então que minha saudade seja em realidade de um veículo de dimensões que um dia foi o jornal A Alvorada. No entanto não busco criar um novo Alvorada,desejo apenas sentir através de sua história a força para mais uma vez criar espaços de discussão e troca de experiências entre a comunidade negra. Escrevo como um individuo que dela faz parte mas apenas escrevo como um individuo que dela faz parte e sente a nescessidade de trocar , a nescessidade de trocar experiências para melhor pensar em nossa existência enquanto um negro que vive nesta sociedade

Criar